
Depois de 6 anos, alguém descobriu.
O GRANDE IRMÃO ZELA POR TI

Depois de 6 anos, alguém descobriu.
Se você tem uma pulseira atômica tipo essa:

Duas notícias. A má primeiro: você é um otário e qualquer um pode bater sua carteira vendendo qualquer tranqueira milagrosa. Agora a boa: a empresa fabricante anunciou que vai devolver o dinheiro caso você se sinta lesado.
E a lista de otários lesados tem gente do naipe de Rubens Barrichello, Shaquile O’Neal, David Beckhan, Cristiano Ronaldo…
Pode chocar, mas se eu quiser ler notícia, entro no estadão, folha, G1, ligo o rádio na CBN, assino algum jornal ou compro uma revista. Não gosto de notícia, assim, a esmo. E realmente não entendo qual é a graça de compartilhar notícia no Fecebook. Tão transformando o Facebook numa Globo News é isso? Parece a CBN em loop infinito. A cada meia tela, as mesmas notícias, publicadas por 3 amigos diferentes. É pra se mostrar antenado? Ou a galera tá trampando como assessor de imprensa de graça? Não que eu seja um alienado e heremita. Mas é que tudo tem lugar e hora. Não preciso saber da invasão da USP a cada 30 segundos. Nem sobre como foi o show da banda Trololo no SWU. Também não tou ocupando Wall Street, não tenho investimentos na bolsa e não compro dólar. Ainda bem que tem a paradinha de bloquear atualizações dos amigos. Se um amigo meu virou um sujeito-press-release, eu tou bloqueando. Mas, mesmo assim, mesmo fechando o facebook, mesmo bloqueando uns amigos-clipping. Sempre que eu entro, vejo notícia que eu não selecionei, que não me interessa e que não vai mudar minha vida em absolutamente nada.
Mas as notícias estão em todos os lugares! Não consigo fugir. E sempre que eu vejo alguma notícia, eu penso que sempre tem alguém lucrando com aquela notícia. Uma paranóia tipo They Live manja?
E aí, mesmo que eu não queira, acabo consumindo notícia inútil, por tabela. Como se já não bastasse colocarem notícias em todo santo elevador comercial (fora o termômetro que acaba com qualquer interação de elevador, que sempre começa com a clássica “E esse tempo hein?”). Tem notícia em metrô, ônibus, outdoor e agora tem notícia até no cinema. Tou resmungando sobre o assunto porque depois de muitos meses voltei ao cinema para assistir Contágio no Kinoplex. Nisso, durante os trailers algum gênio marketeiro resolveu usar o espaço publicitário dos trailers pra me vender notícia do Último Segundo. Porra, notícia no cinema é uma proposta equivocada de marketing, pra não dizer grotesca. Normalmente o sujeito vai ao cinema para se entreter, relaxar. Antigamente era um bom canal para se informar, concordo. Mas isso terminou com a segunda guerra. Agora, em cartaz, além de comercial de carro, biscoito, absorvente, temos notícias! E depois a indústria do cinema reclama que a pirataria aumenta. Antes, no cinema, era só trailer. O que continua legal e deveria ser padrão em cinema. Filme + trailer me parece algo lógico. Agora pagar para ver comercial e notícia em uma tela de 9m não é uma experiência agradável. Pelo menos pra mim.
E pra piorar, grande parte da audiência do cinema tava com um iPhone/Android ligado. Se o cara quiser consumir notícia, é só dar dois cliques e boa. Tá lá o site preferido do sujeito. Agora tou sentado lá, esperando um trailer passar e de repente: bum, o dolar caiu, pow, a bolsa fechou em queda, pof, algum famoso diz que não gosta de jiló e soc, algum político está envolvido com corrupção.
Já não sou fã de cinema. Muita gente mal educada, sem noção e barulhenta no mesmo lugar para ver um filme que eu posso ver em casa, sem fila, sem propaganda, sem barulho, sem hora marcada em alta resolução e com o botão de pause. Agora, além disso tudo, notícias. Com todo esse “incentivo” ao lazer, depois não vem reclamar que a pirataria cresce ou que que o número de torrents duplica. Combinado?
Eu tinha um que fazia algo parecido.
Valeu go go girl!
Frase típica de cliente fiadaputa merece um vídeo:
Os chilenos protestando com dança numa performance massiva da ‘zombie dance’:
Dica do Linares.
2 comentários