DeathSpank

Taí um game que eu vou querer jogar:

E o porquê desse game prometer muito:

» Clima retrô com visual 2d tipo livrinho “popup”, misturando 3d e 2d com muito estilo
» Não tem loading (as fases carregam durante o jogo)
» Foi criado pelo Ron Gilbert, o sujeito que criou The Secret of Monkey Island e Maniac Manson

Tem vários screenshots no site oficial.

Homebrew de consoles

Homebrew, que significa “caseiro” é uma onda antiga que vem da época do rádio amador. Nos games eu tb não conheço muito a história, mas sei que fez muito sucesso no gamecube e naturalmente evoluiu para Wii de uma forma quase que profissional. O GameCube e o Wii são muito semelhantes na arquitetura (Chip PowerPC da IBM), e o Wii vem com um GameCube imbutido (vc pode usar os mesmos discos, controles e cartões de memória, é só abrir uma tampinha que fica em cima dele), e embora existam Homebrew para outras plataformas, nenhuma teve tanto sucesso.

Um belo dia um cara estragou o arquivo que ele salvou o Zelda do Wii, e a partir daí conseguiram entrar no sistema do console e criaram o Homebrew Channel, um canal no Wii onde vc inclusive passeia online pelas aplicações disponíveis e com um clique as baixa e instala. Por conta disso o Wii virou uma das mais crescentes plataformas para games alternativos e é isso que o vídeo abaixo mostra. E olha que nem menciona a possibilidade de tocar DivX a partir de USB ou algum micro na rede, backapear os jogos que vc já tem, rodar jogos backupeados de Wii e GameCube gravados em DVD-R, colocar um teclado USB e usar o Linux, hospedar páginas web, etc.

Quem quiser se aventurar, o Gabriel (veja o site) fez um script que instala todo o ambiente de programação para começar a escrever jogos que rodam no Wii. Aqui os códigos, e aqui o vídeo demostração.

post dedicado à dupla dinâmica dos games desde 1888: Cara de Lata e PoneiXXX

Games de Quinta: 5 games

Mais um games de quinta. Para a jogatina do finde.

Spelunky

Plataforma: Windows, 9.9 Mb
Um Indiana Jones politicamente incorreto e inúmeras cavernas geradas aleatoriamente fazem de Spelunky um dos melhores plataformas de 2009. Vicia.

Spelunky

Pandaland

Plataforma: Windows, 18.8 Mb
Em Pandaland, você é uma indiezinha que tenta evitar as loiras peituras, carecas sarados, fotógrafos malas, poodles coloridos e no caminho, coleta cigarros, bebidas e coisinhas fofinhas, tipicamente indies. O jogo é curto, só tem 4 fases, e ao final do game ele revela uma fase bônus. Se a sua namorada usa tênis All-Star, ela vai gostar.

Pandaland

When Pigs Fly

Plataforma: Flash, online
Enquanto a gripe suína come solta, aqui o porquinho simpático tenta voar. E já vou avisando, é difícil bagarai. Qualquer encostada em qualquer coisa e o porco despenca do céu. Para exercitar a paciência. Ah, outra dica importante, durante o jogo, aperte “S” para tirar o volume do porquinho.

When Pigs Fly

Auditorium

Plataforma: Flash & Windows (versão paga)
Um puzzle musical. Faça as partículas se moverem em direção das caixinhas para ouvir a melodia. Só passa de fase quando a melodia completa toca. É foda, bonito e inteligente, o único porém vai do gosto musical duvidoso. Eu realmente não curti as músicas, joguei de voluma abaixado depois de um tempo… E tem uma versão à venda com mais de 70 níveis. E aqui o site oficial da versão paga.

Auditorium

In 60 seconds

Plataforma: Windows, 2.46 Mb
Outro pra deixar qualquer cidadão com raiva. O visual fofinho engana, o jogo é casca. Nele você é um trequinho cor-de-rosa e tem que completar uma série de pequenos desafios para terminar o nível em 60 segundos. O jogo requer precisão cirúrgica. Um mínimo de descuido e você perde alguns preciosos segundos.

In 60 seconds

Games de Quinta: Money Seize, Meat Boy e Chain of Fire

Mais jogatina.

Money Seize

Seu objetivo é ganancioso: reunir 1010 moedas de ouro distribuídas pelos 50 níveis (10 são secretos). Já vou avisando que esse foi um dos games mais difíceis que eu vi na vida. A dica é, pegue poucas moedas por vez e reinicie a fase até limpar o terreno. Mas já vá preparando o espírito para momentos de ódio profundo…

gq_money_seize

Meat Boy

Em Meat Boy você é uma simpática almôndega que tem que salvar a simpática almôndega fêmea. Difícil também, mas divertido. E rola até um Level Editor para você criar seus próprios desafios.

gq_meat_boy

Chain of Fire

É sempre legal incendiar pessoas em cadeia. Clique e aponte o incendiário em direção das outras pessoas e árvores. Esse é o objetivo. Simples.

gq_chain_of_fire

GamePlay, no Itaú Cultural

Antoinette J. Citizen: Landscape

Semana passada fui lá conferir a tão falada exposição de games que saiu em tudo quanto é jornal, telejornal, rádio, blog, revista de fofoca e obituário. Aproveitamos a segunda-feira chuvosa, eu e a Mulher Robô, e fomos lá ver qualé. E chegando lá, a decepção. O evento parece um salão chique de fliperama. 4 consoles para cada game e para jogar, fila de espera. Espaço agradável, isso é, mas não tinha nem cadeira pros gamers…. E além de pouco mais de uma dezena de games para testar (uns bons, outros não) e 6 instalações artísticas, o evento não tem NADA de novidade. A instalalção mais legal era a da mesinha que interagia com os objetos que você coloca em cima… é, só isso mesmo, põe a parada em cima, e a outra parada pipoca do nada e interage com a primeira parada. O Surface, da Micro$oft, é mais legal e mais interativo.

Nem vou descer a lenha nas demais instalações porque discutir arte é muito subjetivo para o meu gosto. E ficou ainda mais subjetivo ao ver duas madames que adoram discutir conceito por trás de instalação que usa videogame… essa eu passo. Não curto arte com todo um “conceito” por trás. Aliás, quando alguém tentar te vender um “conceito”, fuja.

O que eu não entendo é o porquê de tratar o assunto como se o público não soubesse o que é videogame. Vamo lá, videogames estão por aí, em massa, desde os anos 1980. Praticamente todo mundo sabe controlar um personagem animado através de um joystick/gamepad certo? Tá rolando na mídia que videogame move mais grana que o mercado do cinema e o falido mercado fonográfico já faz uns anos. Hoje temos games nos celulares e até em máquinas fotográficas. Game já faz parte da cultura. Já é cultura. Então porque raios fazer uma exposição como se os games fossem a novidade do ano? Não saquei. Celebrar o videogame como arte? Com meia dúzia de instalações e uns 10 games? Cadê um workshop basicão com o Game Maker? Cadê um painel com algo realmente novo. Ou qualquer demonstração de algo útil desenvolvido com o também-tão-falado-assunto-da-moda, Augmented Reality. Queria ver o ARQuake rolando, não o Katamari Damacy. Queria ver algo usando o Arduino, ou um videogame movido à gritos. Queria ver algum tipo de game educacional sobre matemática ou música. O diorama em papel do Ninja Gaiden aí abaixo é mais “arte” que a exposição inteira do Itaú. E a foto ali acima, é de outra exposição… mas serve de exemplo. Vai dizer que você não levaria uma máquina fotográfica para registrar sua visita ao cenário do Super Mario?

ninjagaidemdiorama

Mas o que eu fiquei realmente chocado foi com a quantidade de exposição na mídia que esse evento recebeu. Fui lá achando que a experiência pudesse mudar minha vida (tipo quando vi um quadro do Van Gogh)… mas neca. Nada. Um desdém me veio. Meses atrás, no SESC Pompéia rolou uma exposição foda. E realmente legal. Joguei um Tetris numa projeção gigante num edifício vizinho. Isso sim é experiência. Agora, jogar Halo no Xbox é arte? Tenho Counter Strike aqui, não pego fila e tenho mais de 15 minutos para me divertir…

Continuo esperando o simpósio que vai rolar no final do mês, mas como arte, a exposição GamePlay não vale, vale mais uma visita ao fliperama da esquina, de preferência daqueles que tem o Nascar, jogo de tiro, dança e Ice Hockey, muito mais interativo. Só não é de graça e não fica na Avendia Paulista. Mas a diversão é garantida. Vai por mim.