As maquetes de James Gurney

James Gurney é uma referência no mundo da pintura. Gurney ficou famoso ao ilustrar o universo de Dinotopia – um lugar fantástico onde humanos vivem em harmonia com dinossauros inteligentes. Para criar todo esse universo, além de pintar como poucos, o cara construiu inúmeras maquetes e bonecos para usar como referência.

Abaixo o trailer de uma vídeo-aula onde ele ensina o processo de produção de um boneco. 14 doletas, aqui.

E tem outras vídeo-aulas por lá para quem curte aquarela, guache e dinossauros.

Star Trek em filme, filme de fã e série para TV

Para comemorar os 50 anos de Star Trek, em setembro, vem aí: série nova, em 2017, filme novo, Sem Limites e o cartão verde da Paramount (abandonando o processo que movia contra os produtores) para a produção do longa feito pelos fãs Star Trek: Axanar.

O Matias falou disso tudo aqui, com mais detalhes.

O trailer de Sem Limites:

Prelude to Axanar:

Jodorowsky’s Dune

Em 1973, Alejandro Jodorowsky conseguiu reunir o maior time para uma produção que nunca saiu do papel: adaptar Duna, de Frank Hebert, para o cinema.

Olha a lista do time da produção:

Jean Giraud (Moebius) para os storyboards
Chris Foss para os designs das naves
H. R. Giger para o layout dos Harkonnen
Dan O’Bannon para os efeitos especiais
Orson Welles, Salvador Dalí, Gloria Swanson, David Carradine e Mick Jagger para o elenco.
E o cara ainda conseguiu colocar o Pink Floyd para fazer a trilha sonora.

A produção nunca saiu do papel, uma pena. Mas o documentário vale muito a pena.

O site oficial do filme, aqui.

Star Wars – O Despertar da Força – o trailer para TV

Com novo áudio quem liga os novos personagens aos personagens da trilogia clássica. Nesse ritmo de novas cenas vai ficar difícil pros fãs montarem um trailer novo com todas as imagens. Quando pintar o trailer com tudo, colocamos aqui.

Prometheus explicado

Depois de ver o vídeo aí, começo a considerar que Prometheus deixa de ser um filme péssimo para ser um filme mediano. A expectativa que o trailer provocou não foi correspondida pelo filme, fato. Mas nem por isso o filme é tão ruim. Algumas coisas ainda deixam o filme tosco: tipo o astronauta brincando com um ET num planeta estranho. Mas Alien, quando estreou, deixou tantas perguntas quanto Prometheus. O que eu quero saber é se o Ridley Scott vai tirar realmente Alien: Paradise Lost do papel em 2017.

Nova série de Star Trek em 2017

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Tomara que seja melhor que Enterprise. No site oficial tem mais informações.

Sci-fi em série

Esse fim de ano promete. Vem aí série de ficção científica em lote. Todas baseadas em livros.

Childhood’s End (O Fim da Infância, Arthur C. Clarke)
Minisérie em 6 episódios. Syfy – Em dezembro.

The Expanse (baseado em dois livros de James S.A. Corey)
10 episódios. Syfy – Em dezembro.

The Man in the High Castle (O Homem do Castelo Alto, Philip K. Dick)
10 episódios, Amazon – Em novembro.

Também está nos planos do canal Syfy as adaptações de Hyperion (Dan Simmons) e Gateway (Frederik Pohl).

Review: Perdido em Marte

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Primeiro, o título brasileiro. O título Perdido em Marte é propaganda enganosa. O filme conta a história de um astronauta que tem que se virar pra voltar pra casa uma vez que ele é dado como morto e abandonado em Marte. Em momento algum do filme ele está perdido. A NASA sabe o endereço dele. É ilógico, pra não dizer burro.

Agora o filme. Perdido em Marte é um filme do Ridley Scott, mas poderia ser do Robert Zemeckis sem maiores problemas. O filme é uma espécie de O Náufrago e cai naquela categoria de filmes bons, mas que ninguém explica como tem notas tão boas no imdb.com: O Discurso do Rei, Invictus e O Jogo da Imitação. É um filme good vibe previsível padrão, nada demais. Você já sabe o que esperar para a próxima cena. Você já sabe que vai dar tudo certo e você vai ter alguns momentos de tensão salpicadas com algumas tiradas de humor.

Me lembrou muito o filme Twister, Lunar e Gravidade em algumas passagens. E de longe lembrou os filmes do Riddley Scott onde era difícil saber se você deve ou não simpatizar com o herói, tipo Blade Runner e Alien. Passou longe do suspense e também passou longe dos outros filmes de Scott, tipo O Gladiador, Robin Hood e O Gângster, onde você toma o partido do herói e tem um inimigo em comum para ficar puto.

Em Perdido em Marte, o planeta é tão bonito, a cenografia é tão bonita, que você não consegue ficar puto com o ambiente hostil. Nem parece que o personagem do Matt Damon está em Marte. Parece que ele está num deserto qualquer. E o pior: parece fácil sobreviver lá.

A Sandra Bullock se ferrou, e muito, para sobreviver no espaço em Gravidade. A tripulação do filme Alerta Solar entrou em parafuso quando deu merda na missão, a tensão do Apollo 13 do Tom Hanks me dá arrepios até hoje. Já o Matt Damon tirou de letra sobreviver em Marte. A casa caiu e o cara continua fazendo piada. Resiliência de astronauta sim, concordo, essencial para sobreviver no espaço. Mas faltou o lado humano, um apego pela sobrevivência. Em O Náufrago esse papel era da bola Wilson. Clichê? Talvez. Mas faltou algo na relação do astronauta com o ambiente. Todos os astronautas são emotivos. Menos o Matt Damon (e o alemão).

Enfim, Perdido em Marte é previsível. Visualmente bonito e divertido. Mas longe de ser um clássico.

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O BOM
– O filme bota a ciência como heroína e mostra que pra solucionar problemas você precisa ter organização, método e alta resiliência.
– As cenas do planeta vermelho são muito boas, deveriam ter mostrado mais.
– Verossimilhança: muita informação ali é baseada em estudos reais da NASA.

O RUIM
– O personagem de Sean Bean parece que está constipado o filme todo. Fora que um chefe de missão da NASA não deveria ser tão tímido. Podiam ter matado ele, seria mais engraçado.
– A nave que parece um navio-spa: Ok homenagear 2001, mas queria saber da NASA se a ideia de nave espacial inclui tanto espaço vazio.
– Um romance de astronautas…
– O astrofísico, estilo hacker outsider, que tem a solução mágica que NINGUÉM da NASA considerou antes.
– Dois atores do filme Interestellar. Toda vez que a personagem de Jessica Chastain aparecia na tela eu divagava se ela ainda estava procurando o pai pelo espaço.
– O delay das comunicações: da forma como o filme foi editado, parece que toda comunicação é em tempo real.
– A cobertura da imprensa no filme é surreal. A NASA transmitindo ao vivo pela TV o chat dos personagens é uma coisa que a gente não vai ver tão cedo.

CONCLUSÃO
– Nota 3 (de 5)

Star Wars como filme mudo

Confira aí a versão muda de O Império Contra-Ataca.

O canal da Editora Aleph no Youtube

Traz dois vídeos sobre ficção científica. O primeiro explica por onde você deve começar a ler scifi (preste atenção na dica número 4) e o segundo fala da saga Fundação do Isaac Asimov. Vale para os iniciantes no ramo.

Por onde começar a ler ficção científica | ABDUÇÃO #02:

A maior saga das galáxias: FUNDAÇÃO | ABDUÇÃO #03: